Cortes na Educação pelos não educados

Cortes na Educação pelos não educados


O Brasil tem em sua história manchas que atingem profundamente a memória daqueles que estão no caminho da educação, sejam professores ou estudantes. No atual cenário político estamos vendo cada vez mais essas manchas sendo renovadas e tomando mais força, como em outrora se faz necessária mais uma vez a articulação de movimentos de luta contra os desmandos e descaso contra a educação em todos os seus aspectos e níveis.

Os universitários tiveram sempre papel na linha de frente das lutas por direitos na educação e nos direitos humanos, não está muito distante a lembrança dos alunos secundaristas dos anos de chumbo no Brasil, da duraria de 64-88, ou os caras pintadas, bem como os ocupacionistas de 2014, todos lutadores dos direitos.

Visto que nosso atual presidente e seu quadro de ministro visam restringir os gastos em todos os níveis da educação de forma arbitrária e criminosa, o levante do movimento estudantil se faz necessário mais uma vez. A incompetência de Jair Bolsonaro aliado ao sadismo de seu ministro da (Des)Educação junto com seus eleitores trás diante de nossos olhos um quadro de cortes nas verbas para Institutos Federais, perseguições a Cursos superiores nas licenciaturas em Ciências Humanas disfarçados no pretexto da criação no novas creches. É escancarada a mentira, uma vez que será reduzida também a verba para a educação básica.

Cabe a nós jovens, universitários, classe trabalhadora, nos unirmos e lutarmos contra esse governo de desmandos. Cabe a nós sermos a voz que grita contra o regime. Mais que nunca o movimento estudantil deve estar articulado e pronto para a luta, como já estamos fazendo, a mobilização parece inexistente, mas ela existe, a articulação está se formando.

Os jovens estão aqui e eles lutam.

Nos notem! Nos vejam! Nos ouçam!

Ditadura nunca mais

Ditadura nunca mais


(Manifestação no Rio de Janeiro em 1968 contra a ditadura militar. 

No post de hoje vamos falar sobre uma verdade que pode causar asco em muita gente: A DITADURA CIVIL-MILITAR DE 1964. É comum, infelizmente, encontrar-mos em bate-papos na Internet ou mesmo em mesas de barzinho grupos de amigos pedindo a volta do regime de 64. O ponto crítico desse discurso é a alienação dos defensores a respeito do regime.

Não dá pra alegar que se levanta essa bandeira por ignorância, afinal sempre vemos na escola, principalmente nas aulas das Ciências Humanas, coisas relacionadas ao regime de 64. E essas coisas nunca são boas. Muitos morreram, muitos desapareceram, muitos perderam mais a liberdade, a família e a própria sanidade por conta das coisas abomináveis feita durante essa fase tenebrosa da história do nosso país.

 As atrocidades cometidas por militares e por civis que defendia o regime do medo, sob o pretexto de estarem se preparando para a defesa do país de uma invasão comunista que estava se firmando no país. Após elencarem essa desculpa esfarrapada foi um pulo até tirarem o presidente do poder e assumir o controle do país.

 Defender um regime que torturava, prendia e matava pessoas apenas por lutarem por liberdade ou por terem um posicionamento diferente do defendido pelo regime é algo que não pode ser reproduzido. É necessário ter noção do sadismo dos militares com os presos durante as torturas. Por vezes mulheres eram torturadas e estupradas na frente dos próprios filhos, que muitas das vezes também eram torturados fisica além de psicologicamente como já citado, os presos eram deixados sem banho, em condições sub-humanas. Muitas vezes os torturadores se revezavam nas torturas, que as vezes eram em busca de informações que eles mesmos sabiam não existir, apenas pela tortura mesmo, para ter noção do nível de sadismo dos que fizeram parte dessa fase.

 Para mais acesso a informação temos muitos documentários na Internet,  relatos de torturados, livros sobre o regime além de muitos estudos sobre o regime, as sequelas causados por ele e todo o impacto. Não é possível defender a volta dessa página trágica da nossa história por ignorância, só se defende isso por sadismo e por estar em uma classe da sociedade que se acha imune a uma provável volta, essa mesa classe que ajudou a levantar o regime durante 64-88, mas o que mais assusta esse que vos escreve é a camada de jovens pobre eleitores do atual presidente, defensor do regime, que querem essa volta, afinal esses serão uns dos mais afetados, pois são das camadas que o regime atingirá de forma mais profunda.

O regime e os desmandos dele não passaram, depende de pessoas como este mero blogueiro e seus leitores conscientes. Ditadura nunca mais, fascistas não, não ao Messias e aos seus.

Os jovens estão aqui e estão lutando!

NOS NOTEM! NOS VEJAM! NOS OUÇAM!

É difícil mas é gratificante: as dificuldades da vida inicial de um universitário.

É difícil mas é gratificante: as dificuldades da vida inicial de um universitário.



(Guilherme Santos, escritor e diretor do BFAM, graduando em História pela URCA)

 Após muito tempo sem publicar, cá estamos novamente para alimentar esse canal de comunicação e ação da Juventude Caririense. Pra retomada dos trabalhos vamos tocar em um ponto de interesse de grande parte dos jovens da nossa região.

 Todos já escutaram: entrar na faculdade é fácil, difícil é sair. Amigo, eu venho trazer uma informação que pode chocar muito a todos vocês (ou não): as duas coisas são complicadas.

 Vários fatores externos podem afetar sua entrada, sua permanecia e consequente sua conclusão de um curso superior. Um dos fatores que mais pode influenciar como será sua vida universitária é a classe econômica de onde você vem. Para pessoas que vem da baixa renda, como esse que vos escreve, a vida acadêmica será sem sombra de dúvidas muito complicada e apertada.


Caso você seja de uma família que possua estabilidade econômica e uma condição melhor, consequentemente você não irá passar pelas dificuldades que eu irei elencar nesse post. 

 Os principais apertos de um pobre universitário são: compra de apostilas, participação em eventos e locomoção. É bastante comum que você faça uma faculdade em uma cidade que não seja a que você reside, sendo assim, caso não haja um amparo em relação a transporte público não cidade que você mora certamente você irá gastar com locomoção.


 No entanto mesmo antes da sua entrada em uma faculdade os fatores já citados também vão reverberar na sua formação, visto seu entorno e suas fontes de acesso à informação. Mas calma, nem tudo é só lágrima. 

 A parte boa de se estar na faculdade e passar por todas essas situações e momentos complexos e estressantes ajudam a construir e modelar o cidadão e o profissional que nós vamos ser. A faculdade é um espaço de aquisição e construção de conhecimento, mas também é lugar de vivência, de desconstrução de pré-conceitos, de construção de amizades também. Mas acima de tudo, é um lugar de crescimento e amadurecimento. E podem ter certeza que essa é uma coisa que ninguém tira de vocês.



Os jovens estão vivos, estão aqui e estão lutando..


.NOS NOTEM, NOS VEJAM, NOS OUÇAM.

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