Pandemia de Covid-19 em 2022

Pandemia de Covid-19 em 2022


Não raramente vemos cada vez mais relaxamentos e flexibilizações nas medidas de prevenção. Em vários estados do país está se repetindo uma realidade que era esperada por muitos e que já vinha acontecendo em outras partes do mundo, como na Europa, por exemplo. A dezobrigatiroriedade do uso de máscaras em vias públicas nos mostra que a pandemia, mesmo que aos poucos está sendo superada. No entanto essas mudanças devem nos fazer refletir sobre se realmente é a hora de relaxar cem por cento.

Flexibilizações não significam o desaparecimento do vírus. O corona e suas mutações ainda existem e ainda circulam por aí. Num comparativo entre o início da pandemia e o agora temos um saldo de informações sobre o vírus, mesmo que não muitas. Em 2019 não sabíamos muito sobre o vírus, não sabíamos como combatê-lo, não tínhamos ideia do seu nível de letalidade, hoje, após três anos de pandemia já temos uma boa quantidade de estudos científicos sobre o mesmo e já começamos a ter uma noção de como trabalharmos em cima do vírus.

A quarentena e todas as medidas restritivas causadas pela Covid acentuou crises da sociedade moderna. Cada vez mais as crises econômicas mundiais foram agravadas, nos direcionarmos especificamente ao Brasil, o número de desempregados teve um aumento exponencial, os pobres ficaram cada vez mais pobres, em contrapartida os patrões e ricos ficaram cada vez mais ricos. Tudo isso se amplifica quando pensamos nas pessoas em situação de rua que não possuem um trabalho formal.

Outra grave característica agravada durante o isolamento social foi a violência doméstica, infelizmente uma marca da sociedade brasileira, forjada a partir de uma estrutura patriarcal extremamente machista. Com a realidade de isolamento social muitas mulheres se viram literalmente encarceradas com seus agressores. Se em uma realidade pré-pandemia onde as mulheres e crianças já eram caladas ou deslegitimadas pela sociedade quando dito que as agressões eram cometidas pelas figuras masculinas, na realidade pandemia sem a possibilidade de se relatarem essas agressões tudo se agrava.

Fora todas essas graves percepções ainda temos um escalada nos relatos de casos de racismo. Pessoas sendo mortas por questões raciais em todo o mundo, seja por pessoas extremistas ou mesmo pela ação do estado através das forças policiais. Nessa mesma barca podemos elencar também relatos de vários casos de xenofobia, LGBTfobia e todas as outras formas de violência contra as minorias.

Não podemos também deixar de lado a tensão ocorrida na Ucrânia em relação a guerra desencadeada pela invasão da Rússia e sua guerra contra o ocidente, que já vinha se delineando desde 2014 e que teve seu estopim na invasão a Ucrânia com pretexto de autopreservação contra o avanço da OTAN. Em um contexto d guerra muitos perdem, mas os principais afetados cabe ressaltar são os integrante da população civil. As tensões da guerra causam graves crises humanitárias e consequentemente graves crises econômicas, que em um mundo globalizado causam um colapso em cadeia.

O que nos resta é esperar as cenas dos próximos capítulos, na esperança de mudanças de perspectivas, e de mudanças para melhor.

Os jovens estão aqui. Nos notem! Nos vejam! Nos ouçam!


Ucrânia x Rússia, como isso nos atinge?

 Ucrânia x Rússia, como isso nos atinge?



A essas alturas já deve ser de conhecimento geral o conflito UKR x RUS, no entanto acredito ser interessante fazemos uma reflexão acerca desse conflito e sobre guerras em geral e sobre como conflitos entre nações em um mondo completamente globalizado e conectado afeta outras nações e o planeta como um todo.

Alguns conceitos serão necessários para a compreensão desse conflito: Geopolítica, Globalização, Soberania, entre outros.

Conflitos não surgem do nada, a História nos mostra que conflitos são resultados de ações conflitantes entre diferentes grupos. Para entendermos melhor o conflito do hoje devemos nos afastar um pouco e olharmos para os conflitos do ontem. União Soviética e Estados Unidos, lidos durante a Primeira Guerra Mundial e posteriormente protagonistas da Guerra Fria, despontaram como potencias politicas no mundo globalizado, expandindo cada vez mais suas esferas de influencia, cada um  seu modo.

CIA e KGB, respectivamente as agencias de espionagem dos Estados Unidos e da União Soviética, que podemos entender como a atual Rússia, indiretamente são responsáveis por diversos conflitos. A CIA influenciando pises do Oriente Médio e da América Latina através de intervenções militares e comerciais enquanto a atual inteligência russa agindo de forma intervencionista e anexadoras em pises e regiões em seu entorno.

Tudo isso atinge diretamente as relações geopolíticas e o mercado globalizado mundial. A economia americana estabelecida como uma das maiores potencias do mundo busca cada vez mais ampliar seus mercados consumidores, mesmo que para isso deva agir gerando conflitos. Conflitos esses que como nos coso do Iraque e Afeganistão são gerados partir de "questões humanitárias" que geram guerras desnecessárias e beneficiam os EUA com cesso  recursos naturais desses pises.

A Rússia na década de 1990 encontrava-se completamente fragilizada e desorganizada politica e economicamente, reflexo direto da dissolução e queda da URSS, com perda de influencia e de territórios. Putin, líder russo desde 1999, vem buscando reestabelecer, de certa forma, o poder e a influencia soviética, estabelecendo a Rússia como um pais importante. Para isso o governo russo tem cada vez mais invadido regiões próximas, subjugando seus povos e anexando seus territórios.

Presidente russo Vladmir Putin. Foto: Sputnik/Mikhail

Tudo isso que relatamos nos ajuda a entender, em partes, sobre a invasão russa  Ucrânia. Vale ressaltar que não se pode simplificar o conflito e que faremos outros matérias sobre o tema.

Desde 2014 a Rússia encontra-se oficialmente em conflito com a Ucrânia por conta do território da Crimeia, que pertencia a Ucrânia, mas que foi anexada pela Rússia. Cabe lembrar que nesse território já haviam bases militares russas. Esse conflito pode ser entendido como um conflito com causas territoriais, politicas, econômicas, históricos e culturais.

A tentativa de entrada da Ucrânia para a OTAN, Organização do Atlântico Norte, grupo politico-militar crido em 1949 para combater o avanço soviético em direção ao ocidente. Putin sente-se ameaçado pela invasão da OTAN, entendida como capacho do governo americano.

Volodymir Zelensky atual presidente ucraniano, comediante e antes de ser presidente atuava no papel de um presidente
Imagem: reprodução redes sociais


A guerra entre Ucrânia e Rússia desencadeia em vários bloqueios internacionais  diversos produtos e setores em todo o mundo, demandas de acordos comerciais entre países. Temos como exemplo o embargo aos gasodutos alemães abastecidos pela Rússia. 

No caso do Brasil somos dependentes dos fertilizantes russos para nossa produção agrícola, base do agronegócio, principal fonte de exportação do mercado brasileiro.

Cabe aqui o questionamento: o Brasil tomar partido em favor da Ucrânia contra os russos, e de certa forma agindo de acordo com os americanos ou ficaram de acordo com seu parceiro econômico russo?

Lembrando que estamos falando a partir de uma perspectiva geopolítica focada no comercio global.

Os jovens estão aqui! Nos notem! Nos vejam! Nos ouçam!

Não às guerras, ninguém ganha com elas.

Cidade Invisível: uma reapresentação da nossa cultura e uma quebra com a normalidade audiovisual brasileira

Cidade Invisível: uma reapresentação da nossa cultura e uma quebra com a normalidade audiovisual brasileira

(Imagem de divulgação da internet)

Cidade Invisível é uma série original Netflix que nos traz uma releitura dos mitos e lendas do Folclore brasileiro reapresentando para o público nacional nossos mitos em facetas e versões que não conhecíamos antes. Por se tratar de um país de dimensões continentais com uma grande diversidade e uma efervescência cultural não seria de se assustar que os mitos brasileiros possuíssem mais de uma versão contada em mais de um lugar, o diretor da obra Carlos Saldanha, baseando-se no livro Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, da autora Januária Cristina, nos apresenta as origens das entidades lendárias a partir da junção das suas aparições nas culturas nativas do Brasil, na cultura lusitana e na cultura africana.

A série nos mostra as entidades vivendo entre nós, disfarçados como pessoas normais, mas ainda mantendo seus papéis naturais. No mundo de Cidade Invisível somos apresentados a uma sociedade organizada desses seres míticos envoltos em uma trama de assassinato que é investigada pelo Policial Ambiental Eric, que acredita haver relação entre a morte de sua esposa e a tentativa de desocupação de uma área de floresta habitada por uma população ribeirinha.

(Entidades reunidas em seu ponto de apoio)

A primeiro momento as entidades apresentadas não nos lembram muito aquelas lendas presentadas como as lendas que conhecemos durante nossa infância, afinal são entidades, geralmente da floresta, instaladas no meio urbano da grande cidade do Rio de Janeiro apresentada de forma a se comunicar com as minorias perseguidas pela sociedade. Na minha opinião esse é uma sacada genial, uma vez que as entidades também são minorias e são desacreditadas e perseguidas pelas pessoas normais, tendo que se esconder e não poderem usar seus poderes de forma aberta.

(Forma como estamos acostumados e ver a Entidades)


(Entidades disfarçadas no meio urbano)
(Entidades disfarçadas no meio urbano)

Na parte técnica do filme Cidade Invisível se apresenta como um produto completamente novo sendo considerado por muitos críticos como um novo rumo para o audiovisual nacional. Muito do trauma das produções brasileiras é causada por uma forte ligação que o nosso cinema teve com as Pornochachadas e as comédias pastelonas, até então características das nossas obras, mas Cidade Invisível se apresenta como uma quebra.

(Exemplos de Pornochachadas)

Muito dessa ligação se deve a Ditadura Civil-Militar de 64-85 no Brasil que de forma direta e indireta incentivou a produção desse tipo de material como uma forma de produção econômica e em vistas de fazer um sistema de "pão e circo" remodelado, onde nosso Coliseu eram as salas de cinema. Intrigante pensar que a Ditadura Civil-Militar Brasileira que tanto pregava a moral e os bons costumes tenham apoiado e investido nessas obra de cunho erótico e apelativo, mas isso é papo pra outro momento.

(Contraditório ou nem tanto pensar a Censura da Ditadura apoiar as Pornochachadas?)


Uma vez que as Pornochachadas representaram um fase marcante no cenário mercadológico cinematográfico era comum que se mantivessem alguns elementos desse tipo de filme e produções futuras, tais como a comédia pastelona e apelativa, cenas voltadas para o rótico e piadas de duplo sentido, vide várias obras famosas do cinema nacional, tente relembrar uma (fora Tropa de Elite) que não tenha um apelo cômico ou político (no segundo caso nem mesmo Tropa de Elite escapa), por isso Cidade Invisível está sendo entendida por muitos como a abertura de novos horizontes para o audiovisual brasileiro.

Um público consumidor das produções nacionais somos nós, a juventude, e nos temos nossa voz e nossas formas de apoiarmos ou criticarmos essas produções, por tanto entendam:

Os jovens estão aqui! Nos notem! Nos vejam! Nos ouçam!:


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